Autor: Andre Naves

Tragédia Climática e Exclusão Social

A atual crise climática que assola o Rio Grande do Sul e suas áreas circundantes não pode ser vista como um evento isolado, mas sim como um sintoma de um problema maior: o desregulamento climático decorrente das estruturas produtivistas que privilegiam o consumismo, o imediatismo e o hedonismo em detrimento da harmonia com a natureza e da justiça social.

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Metalinguagem

            Meu desejo sempre foi traduzir a sabedoria ancestral dos gigantes de outrora em fantasias, sonhos e memórias. Algo como Carlos Gomes fez quando musicou o espetáculo do nascimento de um novo dia em sua Alvorada… Como traduzir em música o levantar do Astro Rei?

            Como explicar o lirismo e o sabor do sentir em palavras? Como iluminar a ignorância do desconhecido? A racionalidade busca lógicas para justificar os desejos mais essenciais, mas as emoções acabam sendo as regentes do nosso comportamento.

            Será que Champollion teria decifrado a pedra da Rosetta sem saborear o espírito egípcio? Eu não tenho essa resposta. Pra ser sincero, prefiro nem ter… O fato é que ele decifrou a alva chave para traduzir aqueles hieróglifos e banhá-los com as Luzes da Ilustração…

            No entanto, assim como uma simples pedra marcada pode gerar tamanha iluminação, novos conhecimentos são sementes poéticas para toda a Humanidade: Razão e Emoção num abraço fraternal na jornada em busca da Verdade.

            Por vezes, somos afogados nas águas violentas da tormenta. O mundo, tão cru e bárbaro, sempre me lembra que nem sempre o sonho é uma trilha aceitável. Que covardia é essa, para que eu me esconda numa poética alienante?

            É nessas horas que eu subo nos ombros dos gigantes. É de lá que eu vejo mais longe… Mas não adianta subir até as estrelas se eu não entrar nas cavernas do meu coração…

            É lá que eu encontro as ferrugens, mas também ferramentas para a construção constante do caminho que leva às luzes da Sabedoria!

É lá que eu encontro a pedra e a chave para traduzir a alma popular!

AM ISRAEL CHAI!

André Naves

Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos, Inclusão Social e Economia Política. Escritor e Comendador Cultural. Conselheiro do grupo Chaverim.

Stranieri Ovunque, Estrangeiros em todo lugar!

A 60ª Bienal de Artes de Veneza, sob a curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, trouxe à tona não apenas uma exibição de obras de arte, mas também uma profunda reflexão sobre a condição humana, destacada pelo lema “Stranieri Ovunque” – estrangeiros em todo lugar. Este lema ressoa como um lembrete poderoso de que todos nós, em algum momento de nossas vidas, nos tornamos estrangeiros, seja em relação a um lugar, a uma cultura ou até mesmo a nós mesmos.

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Ophicleide

        Hoje em dia é muito fácil. É só a gente entrar no Google que as respostas vêm, como formigas comendo restos. Na minha época tudo era diferente… Melhor, diriam os saudosistas…

            Tinha a Barsa, a Mirador, a Larousse… Até o Manual do Escoteiro Mirim eu tinha! Pra quem gosta de passado, amarelo como ouro, tudo é motivo de lembrança! As memórias são rios que passam, mas nos deixam felizes e molhados.

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A Importância do Decreto Nº 68415/2024 do Estado de São Paulo na Garantia da Inclusão Escolar

O Decreto Nº 68415/2024, recentemente promulgado pelo Estado de São Paulo, representa um marco jurídico de extrema relevância ao estabelecer a presença de atendentes pessoais nas unidades escolares da rede estadual de ensino. Tal medida, longe de ser apenas uma formalidade normativa, ressalta a necessidade premente de materialização dos princípios inclusivos presentes no Protocolo de Nova Iorque sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e na Lei Brasileira de Inclusão.

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Mana…

– Alô, Mana… Oi…

– Oi! Como vai?

– Muitíssimo obrigado por me atender.

– Para! É um prazer atender, ainda mais quando é artista…

– Artista? Eu nem saí da casca do ovo ainda… Estou na Faculdade de Direito… Minha vida é outra…

– Artista sim. Daqui uns anos amadurece essa fruta. Aliás, por qual porta você entrou nas Arcadas? Você nunca escreveu nada? Pintou? Desenhou? Interpretou?

– Como você sabe disso?

– Ele me contou… Na verdade nem sei se foi Ele, Ela ou uma Poesia…

– Quem?

– Ele. O Altíssimo. O Criador. O Grande Arquiteto do Universo.

– Como assim?

– Vamos deixar simples? Foi um Sabiá que me contou. Só que esse aí lembrava muito o Rebe…

– Lubavitch?????

– Era meio uma mistura dele com o Frei Damião… Estou confusa… Já faz tempo que vim pra cá. Amanhã eu volto.

– Como cê sabe?

– Sabe a Irmã Dulce? Ela me contou…

– Mana do céu! Eu nem conhecia esse seu lado…

– Que lado?

– Religioso. Nunca imaginei…

– Nem eu… Na verdade eu sempre fui, mas não tenho religião. Acho que continuo assim. Quando você voltar vai entender.

– Voltar?

– É… Uns 45 dias…

– Ué… Não tô entendendo!

– O Tempo é diferente. Uma vez o Raoni me contou a história de um curumim doido para pegar o saci. Ele jogava a peneira naquele redemoinho de vento e poeira, mas nunca acertava. O vento dançava, desenhava com a terra… Pegar o saci era impossível! O curumim se mordia de inveja… Queria morar no vento igual o saci! Entender o tempo é igual a caçar saci: não dá!

– Ou dá… Com a peneira do lirismo… O Aldir fala disso!

– Artista, não falei? Quer teimar com o Sabe Tudo? Ele apareceu para você também?

– O Rebe?

– O Aldir…

– Não. É que lembrei de uma música dele. As memórias sempre pegam a gente de calça curta… Marejam os olhos, dão nó nos gargomilo, encantam a alma… Mas, Mana… Você me falou de voltar…

– Então ele ainda vai aparecer e te explicar tudo. O que eu sei é que os médicos falaram para meus pais que eu ia embora, mas eles se esqueceram do imponderável. Sabe a música do Chico? Então, tô voltando… Vou voltar para a minha Pasárgada… Nessa hora os médicos devem estar com sua mãe…

– E aí?

– Vão falar que você nunca mais voltará para o colo do lar. Mas você voltará. Depois, falarão que a paralisia vai fazer acampamento no seu corpo… Nada. Depois, ainda, vão falar que os passos nunca mais estariam com você. Bobagem! Por fim, que as trevas dominariam seus olhos… Engano…

– Então eles são errados?

– Claro que não! Mas o milagre é um monumento que serve pra gente lembrar que não é o Sabe Tudo. HU-MIL-DA-DE!

– Então eu vou voltar? Igual a você?

– Isso! Não é bem igual, né… Cada um tem sua vida né? Seu caminho… Eu volto e vou reciclar… Mudar é a joia humana! Vou ensinar quem não pode essa preciosidade!

– Ele também muda sempre?

– Nada é mais precioso que Ele! É uma metamorfose ambulante, diria Raul…

– E eu?

– Ele vai te contar melhor, ainda… O que sei é que você volta! Com certeza! No fim, quem faz sua trilha é você. Ele sempre fala que as bençãos são como a chuva: descem para todo mundo. Mas também são igual uma plantação de goiaba: só cultivando, cuidando, servido, as bençãos perfumam e dão doce!

– O Rebe gostava de goiaba?

– Não sei. Devia gostar! É goiaba, né…

– Mas ele falava isso?

– Claro que não! Mas a sabedoria é tipo uma joia: a gente tem de fazer de acordo com o barro do mundo. Se não, ela voa como o álcool evaporando… Num segundinho, nem cheiro dela…

– Então, a gente se esbarra por lá…

– Lembre-se disso: ARTISTA!

– Artista?

– Tchau!

André Naves

Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos, Inclusão Social e Economia Política. Escritor e Comendador Cultural.

Fígaro!!!

            Flanar me faz muito bem. Caminhar assim, sem rumo, vendo as pessoas e paisagens, sentindo o Sol e o vento… As delícias do ar um pouquinho refrescante pela manhã, os cachorros conduzindo os donos, tudo é matéria-prima para minhas letras, para o meu dia e para a minha alma…

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Cores da Esperança

            O que são as Artes? Desconfio que ninguém seja capaz de defini-las, até mesmo porque essa seria uma definição tão absurda quanto inútil. O ser humano pensa, imagina, sonha… Por isso faz Arte!

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Senhor Brasil

            Chora viola!

            Lenta e calmamente anuncia o causo que se avizinha…

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O Acorde

            Tem modas que matam. Elas sujam de sangue quem as empunha e quem delas é vítima. Modismos, caprichos: o recheio de gente vazia… Esses que parecem um pastel de vento, que jogaram no lixo o pensamento… Avacalharam o estudo!

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Senta no Próprio Rabo!

        Tem gente que senta no rabo pra falar do rabicó! Sabe esse povo que só vê problema nos outros? Sartre, irônico e casmurro, aspirando seu Gitanes, diria que “o inferno são os outros”…

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Oriente

            Os reis magos, sábios, vieram do Oriente. Dizem que eram astrólogos… Enxergavam o saber das estrelas… Elas indicavam os caminhos que eles deveriam trilhar. Existe um certo preconceito com a astrologia que eu nunca entendi… Vou ser bem sincero!

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Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas

            A Organização das Nações Unidas estabelece, no dia 24 de março, o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas. Essa data é uma homenagem ao arcebispo Óscar Romero, também conhecido como “a voz dos sem voz”: um incansável militante em favor da concretização e do aprofundamento dos Direitos Humanos relativos às pessoas excluídas e vulneráveis, brutalmente assassinado nessa data.

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Inovação tecnológica: construindo templos à Virtude ou aprofundando abismos viciosos?

A história da humanidade é marcada por avanços tecnológicos que moldaram nosso mundo de maneiras profundas e muitas vezes imprevisíveis. Atualmente, vivemos em uma era onde as inovações tecnológicas têm o potencial de impulsionar o desenvolvimento individual e social como nunca antes visto. Este fenômeno é amplamente reconhecido por instituições globais como o Fórum Econômico Mundial, o qual destaca a importância da tecnologia na transformação dos modelos de negócios e na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

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Orelhas de H…

            Num dia como hoje, em que o mês de fevereiro já vai se despedindo da plateia para a entrada de março com suas águas que fecham o verão que fui visitar o risonho seu Isaque e a prestimosa dona Débora.

            Era um casal já idoso, cujos filhos tinham ido estudar e acabaram escolhendo morar em terra estrangeira. Para lembrar deles, bebiam pelas manhãs, antes do Sol nascer, um leite bem quente adoçado com o melhor mel do Vale.

            É… Eles produziam mel… Não eles, lógico! Criavam abelhas, e delas extraíam o mais puro e cheiroso visco dourado de toda região… Diziam que a voz de dona Débora era tão bonita por causa dele…

            Ao cair da tarde, depois da lida diária, ele tocava uma clarineta que herdara de seu avô, e ela cantava… Era um pássaro! Um bem-te-vi com aquele coletinho amarelo que canta, feliz, ao anunciar a boa água que cai do céu.

            Seu Isaque era um piadista gozador: adorava os causos da roça. Contava um atrás do outro, e, às vezes, dona Débora ralhava em tom de brincadeira. Uma das preferidas dele era falar dos filhos que trocaram a paz, a água e a fartura por um deserto de segurança e riqueza. Era um jeito carinhoso de mostrar toda as suas saudades e todo o seu gosto pelo caminho que eles escolheram.

            “Fio é prá voá!”, falava ele, e ria…

            De repente, apitou o celular. Era o alarme, contando que dona Débora já podia retirar os biscoitinhos bem perfumados do forno. “Saíram as orelhas de H…”, nessa hora ela foi interrompida por uma revoada de maritacas que, fazendo aquela algazarra, tinha pousado na árvore em frente.

            “Vem ver meus canarinho verde! Eles sempre vêm essa hora pra cumê e durmi. Eu ponho aguinha, deixo tudo certinho pra eles! Quando eles se recolhe, já falo pro véio que é nossa hora também… Mas eu ia falando da orelhas de H…”

            PAAPAA! PRAAA! RECO! TEC!

            “Corre aqui gente!”, interrompeu, mais uma vez, seu Isaque! “Achei a matraca que me pai fez pra mim! Procurei em tudo quanto é canto! Que nó nos gargomilo…” chorava o idoso roceiro.

            “Fica assim não, véio! Vem pra mesa. Nóis vamo cumê uns biscoitinho e tumá leite com mel… Vem conversá com as visita qu´ocê miora!”

            Já na mesa, sentado e mais calmo, ele começou a contar a história da matraca, dos biscoitos, do leite e do mel…

“Os antigo contava que tudo aqui era uma fazenda só! Aqui, nessas roça, o povo era tudo colono… O dono, fazendeiro, era bom. Mas tinha um padre que morava com ele que era ruim que só o tinhoso!

Esse padre chamava H…”

RRÁ! RRÁ! RRÁ! A festa das maritacas, mais uma vez, impediu seu Isaque de prosseguir… Depois, tudo acalmado, ele continuou.

“Então… Nessas roça vivia um estrangeiro véio que chamava Mordechai. Que nome! Coisa de gente de fora… Nem é brasileiro isso… Ele era tipo o sábio daqui da colônia: sabia tudo! Tempo das chuva, da seca, da plantação, da criação… Tudo!

Ele tinha uma neta muito formosa, a Esther! Os home tudo da aldeia queria casá cum ela! Dizem que até aquele padreco de festa junina quiria… Foi pur isso que ele armô tudo…

Convenceu o fazendeiro de que ele tinha de plantá só café. Toda gente ia sê tocada daqui… Tudo ia sê cafezá! Falô que mió que isso, só Jesus Cristo! E todo mundo? Ia fazê o que? De certo, morrê!

Diacho de padre!

Mas acontece que o fazendeiro, um dia, resolveu passeá de cavalo, e avistô a Ester na bera do córgo lavando roupa. Apaxonô!

Mordechai viu isso tudo e começô a matutá um plano! Juntô todo mundo e foi dividindo as lida! Deu tudo do bom e do mió pra cada um. Um colono ia plantá fruta e a muié ia fazê compota! O outro, verdura. Mais um, beterraba e a muié ia fazê a mió sopa!

Ele escolheu criá abelha. Ia fazê mel! É que o mais gostoso é o mel feito com abelha livre pra cumê o que quisé!

Logo, essas banda viraram uma festa danada! Tudo daqui era bom, o mió!

Mas o plano ainda tava pela metade! Mordechai aproveitou uma ida do padre pra paróquia central e ajeitou o casamento dela com o fazendeiro. Aos poucos, ela convenceu ele a deixá o café de lado e aproveitá mió nossos produto…

Quando o padreco voltô, nada mais tinha a fazê! Pediu pra ir pra Capitá!

É por isso que esses biscoito chamam orelha de H…”

MÉ! GRÉ! PPRR!, se alarmaram os bichos da roça… Devem ter visto um Saci!

“É pra gente cumê contando essa história. Assim aquele dito cujo ouve bem, sempre, e vê se aprende que o povo unido vale mais do que qualqué saca de café! É por isso que meu pai me fez aquela matraca! Pra eu fazer muito barulho e espantar aquele nome maldito daqui…

H…”

TRRR! TRRRR!, os trovões anunciavam que o toró se aproximava!

“Mas hoje… Hoje… Nem da minha matraca precisei! O mundo já falô!”

André Naves

Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos, Inclusão Social e Economia Política. Escritor e Comendador Cultural.

Choro: uma palavra feminina

            Há pouco eu falei da Bauhaus e de Walter Gropius. Lembram? Eu até usei uma fonte não serifada em homenagem aos princípios daquela escola de pensamento… A gente, inclusive, conversava como ela influenciou um grupo muito especial de arquitetos e urbanistas brasileiros…

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Ressurreição

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Durante mais de 30 anos Victor Hugo experimentou um processo transformador. Daqueles mecanismos que metamorfoseiam o fubá, junto a outros ingredientes, em um delicioso e cheiroso bolo, pronto para animar, encher de gostosura a vida de quem sente o cheiro ou o come, e estimular as prosas…

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O Retorno ao Presencial: Sintoma de falta de Inclusão!

A transição do home office para o trabalho presencial tem sido uma realidade para muitos funcionários, evidenciando um sintoma preocupante da falta de inclusão nas atividades econômicas. Incrivelmente, insistência no retorno ao trabalho presencial, especialmente por parte dos líderes empresariais, pode ser danosa à produtividade individual, desconsiderando desafios específicos enfrentados por diferentes grupos e prejudicando a inclusão.

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