Autor: Andre Naves

Fígaro!!!

            Flanar me faz muito bem. Caminhar assim, sem rumo, vendo as pessoas e paisagens, sentindo o Sol e o vento… As delícias do ar um pouquinho refrescante pela manhã, os cachorros conduzindo os donos, tudo é matéria-prima para minhas letras, para o meu dia e para a minha alma…

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Cores da Esperança

            O que são as Artes? Desconfio que ninguém seja capaz de defini-las, até mesmo porque essa seria uma definição tão absurda quanto inútil. O ser humano pensa, imagina, sonha… Por isso faz Arte!

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Senhor Brasil

            Chora viola!

            Lenta e calmamente anuncia o causo que se avizinha…

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O Acorde

            Tem modas que matam. Elas sujam de sangue quem as empunha e quem delas é vítima. Modismos, caprichos: o recheio de gente vazia… Esses que parecem um pastel de vento, que jogaram no lixo o pensamento… Avacalharam o estudo!

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Senta no Próprio Rabo!

        Tem gente que senta no rabo pra falar do rabicó! Sabe esse povo que só vê problema nos outros? Sartre, irônico e casmurro, aspirando seu Gitanes, diria que “o inferno são os outros”…

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Oriente

            Os reis magos, sábios, vieram do Oriente. Dizem que eram astrólogos… Enxergavam o saber das estrelas… Elas indicavam os caminhos que eles deveriam trilhar. Existe um certo preconceito com a astrologia que eu nunca entendi… Vou ser bem sincero!

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Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas

            A Organização das Nações Unidas estabelece, no dia 24 de março, o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas. Essa data é uma homenagem ao arcebispo Óscar Romero, também conhecido como “a voz dos sem voz”: um incansável militante em favor da concretização e do aprofundamento dos Direitos Humanos relativos às pessoas excluídas e vulneráveis, brutalmente assassinado nessa data.

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Inovação tecnológica: construindo templos à Virtude ou aprofundando abismos viciosos?

A história da humanidade é marcada por avanços tecnológicos que moldaram nosso mundo de maneiras profundas e muitas vezes imprevisíveis. Atualmente, vivemos em uma era onde as inovações tecnológicas têm o potencial de impulsionar o desenvolvimento individual e social como nunca antes visto. Este fenômeno é amplamente reconhecido por instituições globais como o Fórum Econômico Mundial, o qual destaca a importância da tecnologia na transformação dos modelos de negócios e na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

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Orelhas de H…

            Num dia como hoje, em que o mês de fevereiro já vai se despedindo da plateia para a entrada de março com suas águas que fecham o verão que fui visitar o risonho seu Isaque e a prestimosa dona Débora.

            Era um casal já idoso, cujos filhos tinham ido estudar e acabaram escolhendo morar em terra estrangeira. Para lembrar deles, bebiam pelas manhãs, antes do Sol nascer, um leite bem quente adoçado com o melhor mel do Vale.

            É… Eles produziam mel… Não eles, lógico! Criavam abelhas, e delas extraíam o mais puro e cheiroso visco dourado de toda região… Diziam que a voz de dona Débora era tão bonita por causa dele…

            Ao cair da tarde, depois da lida diária, ele tocava uma clarineta que herdara de seu avô, e ela cantava… Era um pássaro! Um bem-te-vi com aquele coletinho amarelo que canta, feliz, ao anunciar a boa água que cai do céu.

            Seu Isaque era um piadista gozador: adorava os causos da roça. Contava um atrás do outro, e, às vezes, dona Débora ralhava em tom de brincadeira. Uma das preferidas dele era falar dos filhos que trocaram a paz, a água e a fartura por um deserto de segurança e riqueza. Era um jeito carinhoso de mostrar toda as suas saudades e todo o seu gosto pelo caminho que eles escolheram.

            “Fio é prá voá!”, falava ele, e ria…

            De repente, apitou o celular. Era o alarme, contando que dona Débora já podia retirar os biscoitinhos bem perfumados do forno. “Saíram as orelhas de H…”, nessa hora ela foi interrompida por uma revoada de maritacas que, fazendo aquela algazarra, tinha pousado na árvore em frente.

            “Vem ver meus canarinho verde! Eles sempre vêm essa hora pra cumê e durmi. Eu ponho aguinha, deixo tudo certinho pra eles! Quando eles se recolhe, já falo pro véio que é nossa hora também… Mas eu ia falando da orelhas de H…”

            PAAPAA! PRAAA! RECO! TEC!

            “Corre aqui gente!”, interrompeu, mais uma vez, seu Isaque! “Achei a matraca que me pai fez pra mim! Procurei em tudo quanto é canto! Que nó nos gargomilo…” chorava o idoso roceiro.

            “Fica assim não, véio! Vem pra mesa. Nóis vamo cumê uns biscoitinho e tumá leite com mel… Vem conversá com as visita qu´ocê miora!”

            Já na mesa, sentado e mais calmo, ele começou a contar a história da matraca, dos biscoitos, do leite e do mel…

“Os antigo contava que tudo aqui era uma fazenda só! Aqui, nessas roça, o povo era tudo colono… O dono, fazendeiro, era bom. Mas tinha um padre que morava com ele que era ruim que só o tinhoso!

Esse padre chamava H…”

RRÁ! RRÁ! RRÁ! A festa das maritacas, mais uma vez, impediu seu Isaque de prosseguir… Depois, tudo acalmado, ele continuou.

“Então… Nessas roça vivia um estrangeiro véio que chamava Mordechai. Que nome! Coisa de gente de fora… Nem é brasileiro isso… Ele era tipo o sábio daqui da colônia: sabia tudo! Tempo das chuva, da seca, da plantação, da criação… Tudo!

Ele tinha uma neta muito formosa, a Esther! Os home tudo da aldeia queria casá cum ela! Dizem que até aquele padreco de festa junina quiria… Foi pur isso que ele armô tudo…

Convenceu o fazendeiro de que ele tinha de plantá só café. Toda gente ia sê tocada daqui… Tudo ia sê cafezá! Falô que mió que isso, só Jesus Cristo! E todo mundo? Ia fazê o que? De certo, morrê!

Diacho de padre!

Mas acontece que o fazendeiro, um dia, resolveu passeá de cavalo, e avistô a Ester na bera do córgo lavando roupa. Apaxonô!

Mordechai viu isso tudo e começô a matutá um plano! Juntô todo mundo e foi dividindo as lida! Deu tudo do bom e do mió pra cada um. Um colono ia plantá fruta e a muié ia fazê compota! O outro, verdura. Mais um, beterraba e a muié ia fazê a mió sopa!

Ele escolheu criá abelha. Ia fazê mel! É que o mais gostoso é o mel feito com abelha livre pra cumê o que quisé!

Logo, essas banda viraram uma festa danada! Tudo daqui era bom, o mió!

Mas o plano ainda tava pela metade! Mordechai aproveitou uma ida do padre pra paróquia central e ajeitou o casamento dela com o fazendeiro. Aos poucos, ela convenceu ele a deixá o café de lado e aproveitá mió nossos produto…

Quando o padreco voltô, nada mais tinha a fazê! Pediu pra ir pra Capitá!

É por isso que esses biscoito chamam orelha de H…”

MÉ! GRÉ! PPRR!, se alarmaram os bichos da roça… Devem ter visto um Saci!

“É pra gente cumê contando essa história. Assim aquele dito cujo ouve bem, sempre, e vê se aprende que o povo unido vale mais do que qualqué saca de café! É por isso que meu pai me fez aquela matraca! Pra eu fazer muito barulho e espantar aquele nome maldito daqui…

H…”

TRRR! TRRRR!, os trovões anunciavam que o toró se aproximava!

“Mas hoje… Hoje… Nem da minha matraca precisei! O mundo já falô!”

André Naves

Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos, Inclusão Social e Economia Política. Escritor e Comendador Cultural.

Choro: uma palavra feminina

            Há pouco eu falei da Bauhaus e de Walter Gropius. Lembram? Eu até usei uma fonte não serifada em homenagem aos princípios daquela escola de pensamento… A gente, inclusive, conversava como ela influenciou um grupo muito especial de arquitetos e urbanistas brasileiros…

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Ressurreição

Amanheceu um dia tão perfeito que sua imperfeição mostrou as garras. O Sol que brilhava, a temperatura agradável, a leve brisa, convidavam ao sorriso poético daquela terça-feira.

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Gavroche

Durante mais de 30 anos Victor Hugo experimentou um processo transformador. Daqueles mecanismos que metamorfoseiam o fubá, junto a outros ingredientes, em um delicioso e cheiroso bolo, pronto para animar, encher de gostosura a vida de quem sente o cheiro ou o come, e estimular as prosas…

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Nova Indústria Brasil: estratégia inovadora para o desenvolvimento econômico e social

A Nova Indústria Brasil, ao contrário das abordagens anteriores, adota uma estratégia inovadora ao focar em missões específicas em vez de privilegiar empresas individualmente. Centrada em metas de desempenho econômico e social, está direcionada para a melhoria direta do cotidiano das pessoas, estimulando o desenvolvimento produtivo e tecnológico, ampliando a competitividade da indústria brasileira, norteando investimentos, promovendo empregos qualificados e impulsionando a presença internacional do país.

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O Retorno ao Presencial: Sintoma de falta de Inclusão!

A transição do home office para o trabalho presencial tem sido uma realidade para muitos funcionários, evidenciando um sintoma preocupante da falta de inclusão nas atividades econômicas. Incrivelmente, insistência no retorno ao trabalho presencial, especialmente por parte dos líderes empresariais, pode ser danosa à produtividade individual, desconsiderando desafios específicos enfrentados por diferentes grupos e prejudicando a inclusão.

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Sinhá

Sinhá

            Na corte da N´gola Nzinga, nas terras africanas do Dongo, havia um griô cego e já idoso… Ele era conhecido por conversar com a terra, com as águas, com os bichos e as plantas.

Os conselhos dele valiam como bananas: nada era mais importante para a vida que o alimento… Nada enchia mais a alma que a doçura…

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Trabalhe enquanto eles Dormem!

            Jacareí, como toda cidade brasileira, também tem suas carências, suas dificuldades e suas feiuras… Mas, igual a todas as outras, tem suas belezas, suas alegrias, sua poesia cotidiana. E de uma coisa ela pode se orgulhar!

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Brasil na Presidência do G20: Oportunidade para um Desenvolvimento Sustentável, Inclusivo e Justo

A ascensão do Brasil à Presidência Rotativa do G20 em 2024 representa uma significativa oportunidade para moldar o cenário global em direção a um desenvolvimento econômico e social mais sustentável, inclusivo e justo. Este período não apenas confere ao Brasil a responsabilidade de liderar as discussões entre as maiores economias do mundo, mas também oferece uma janela de oportunidade para influenciar políticas públicas e privadas em prol do progresso humano.

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Israel genocida?? Quanta Bobagem!!

É sempre uma lástima perceber como os velhos males da Humanidade continuam mais vivos que nunca, assumindo, por vezes, aparências mais sofisticadas e interessantes, mas mantendo sua mesma essência fétida e bolorenta de pura injustiça e iniquidade. Com o antissemitismo ocorre exatamente isso. Tem muita gente, supostamente de uma dita elite intelectual crítica, mas que não sabe nem arrumar a própria cama, que se diz antissionista para escamotear seu perverso e odioso antissemitismo.

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Carta Aberta aos Pré-Candidatos de São Paulo

Caros amigos, ao invés de me apresentar, eu gostaria de somente frisar que sou um cidadão… Um munícipe!

Por favor, leiam até o fim e demonstrem merecer o respeito daqueles que renovam, a cada quatro anos, a esperança na solução de problemas que insistem em atazanar a nossa vida.

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Cuidado com a falsa Diversidade!

            A diversidade, conceito que ecoa como um imperativo social, tem sido frequentemente celebrada como um valor intrínseco à construção de sociedades mais justas e inclusivas. No entanto, é imperativo analisar com cautela o fenômeno da falsa diversidade, no qual grupos de pessoas, sob uma fachada aparentemente plural, revelam essencialmente uma uniformidade de pensamento, intolerância e resistência a perspectivas diversas.

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