O Brasil precisa de Pragmatismo Político

O Brasil precisa de Pragmatismo Político

As políticas públicas não precisam ser determinadas estatalmente pelos governos. Na verdade, a sociedade civil, mediante a ação dos cidadãos, deve pautar a estrutura de prioridades que devem ser realizadas. Ou seja, cada ação cidadã produz um efeito comunicativo no sentido de pautar os valores morais que devem ser privilegiados estatalmente. Nesse sentido, a responsabilidade última pela boas e más políticas é das individualidades que, com maior ou menor denodo, atuam na construção política da escala axiológica social. É assim que as prioridades que pautam o Estado são definidas.

Assim, a ação de cada indivíduo não se pode pautar por purezas ideológicas, concepções idealizadas de mundo ou ideais abstratos. Devemos observar com atenção os desdobramentos da realidade, para com estudo e trabalho sistemáticos analisarmos as consequências das ideias abstratas concretizadas perante a nossa realidade. Ou seja, a averiguação deve ser feita sobre a funcionalidade de cada proposta quando cotejada com o mundo fático, e não idealmente pensada.

Nesse sentido, as melhorias buscadas não podem ser abruptas ou revolucionárias. Elas hão de ser arquitetadas pragmaticamente, de modo a que a evolução social seja paulatina, gradual, porém sólida e segura. A ação do tempo demonstra quais instituições normativas, concretizadas perante nossa sociedade, produzem bons ou maus frutos, necessitando, então, de reformas ou substituições. 

Dessa maneira, prudentemente, guiados pela experiência prática dos estudos, do trabalho e da vivência, cada cidadão deve buscar uma atuação política, por meio da fiscalização, do acompanhamento e da cobrança, que contribua no desenvolvimento de um marco institucional inclusivo e eficiente, em que as melhores práticas sejam conservadas, enquanto são aprimoradas aquelas ainda deficitárias.

Resumindo, um quadro institucional funcional e eficiente é essencial para o desenvolvimento nacional com liberdade, igualdade de oportunidades e justiça. Essas instituições, no entanto, para serem efetivas, precisam ser constantemente reformadas, aprimoradas e adaptadas, com prudência, retidão e segurança. 

O trabalho de desenvolvimento de uma sociedade Justa, Livre e de oportunidades Iguais é de todos nós. Participe desse trabalho contínuo com o permanente uso das ferramentas ofertadas pelo Instituto Millenium.

ANDRÉ NAVES

Defensor Público Federal, ex-Chefe da Defensoria Pública da União em São Paulo. Conselheiro do Chaverim, grupo de assistência às pessoas com Deficiência. Comendador Cultural. Escritor e colunista do Instituto Millenium, da Revista de Tecnologia 360, além de diversos outros meios de comunicação. www.andrenaves.com