Economia Olímpica

Economia Olímpica

Quantas Mayras, quantas Rebecas, são perdidas para a violência, para a exclusão social e para a desigualdade de oportunidades? Diariamente vemos pessoas que não atingem a plenitude de suas capacidades pela desídia estatal em priorizar, de maneira planejada, aqueles setores necessários ao atingimento das completas dignidades individuais. 

Os óbvios investimentos em Educação não se resumem a um aumento indiscriminado de gastos públicos. Pelo contrário, eles representam uma série de políticas públicas e privadas coordenadas, devidamente planejadas e contínuas que privilegiem as mais eficientes iniciativas capazes de concretizar as possibilidades e capacidades individuais.

Isso significa que a priorização política e social dada à Educação há de abranger também os Esportes, a Cultura, a Ciência e a Tecnologia. Em outras palavras, a sociedade deve exigir do mundo político, mediante a atividade cidadã, um quadro institucional mais eficiente que privilegie a concretização de estruturas adequadas que possibilitem o livre desenvolvimento das capacidades individuais. É assim que os melhores valores, ideias e iniciativas florescerão no seio social.

É necessária, portanto, a racionalização do ambiente de negócios conjugada com a abertura comercial, de maneira a que setores econômicos e sociais menos eficientes tenham seus privilégios eliminados, impulsionando o advento de novos empreendimentos que franquearão o intercâmbio das melhores ideias, práticas e insumos, de forma a permitir o desenvolvimento individual e social mais adequado e criativo. 

Resumindo, a melhoria do ambiente negocial e a abertura comercial favorecem a evolução científica, as inovações tecnológicas, o alto rendimento esportivo e a fermentação da cultura nacional.

Assim, cada individualidade entenderá a importância da disciplina, isso é, do trabalho e do estudo sistemáticos, e da perseverança, isso é, da superação das dificuldades pelo esforço contínuo, para o sucesso de toda iniciativa e empreendimento. A liberalização comercial aliada à otimização do ecossistema negocial gera melhor iniciativa empreendedora que combinada a valores educacionais, culturais e esportivos, traduz-se em prosperidade nacional.

Também é de importância fundamental a alteridade, na medida em que todo empreendimento individual feito com disciplina e perseverança precisa ser temperado com esse valor. Ela representa a gentileza, a ajuda mútua e a esperança, elementos vitais para o sucesso de qualquer iniciativa individual e social, na medida em que traduzem leveza e sensibilidade social às necessárias disciplina e perseverança.

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 Um quadro institucional que seja mais adequado ao ambiente empreendedor e mais livre ao intercâmbio globalizado, coordenado com uma efetiva prioridade educacional, assim, deve ser construído a partir das pressões cidadãs sobre o mundo político, para que uma maior prosperidade econômica se concretize. 

A partir dela, a inclusão social ensejará a realização de novas capacidades individuais, na medida em que ensejará a igualdade de oportunidades e, portanto, de suas dignidades. 

Ou seja, a melhoria dos marcos institucionais nacionais, impulsionada pela participação cidadã política, com melhoria do ambiente de negócios e abertura comercial, impulsionará a inclusão social e a equalização de oportunidades, inserindo novas individualidades no cenário produtivo nacional.

ANDRÉ NAVES

Defensor Público Federal, ex-Chefe da Defensoria Pública da União em São Paulo. Conselheiro do Chaverim, grupo de assistência às pessoas com Deficiência. Comendador Cultural. Escritor e colunista do Instituto Millenium, da Revista de Tecnologia 360, além de diversos outros meios de comunicação. www.andrenaves.com