Soprava aquele vento gelado dos Andes. Dentro do Salão dos Espelhos do Palácio Imperial, o mundo era outro. Centenas de velas em candelabros de cristal, pelo teto e móveis. Comendador olhou para aquilo e pensou no perigo ardente…
As chamas, lágrimas de luz caótica e dançante, multiplicavam-se nas paredes espelhadas, criando um universo novo, ideal, belo e sem fronteiras. O sussurro de sedas e brocados, toaletes e fardões, os brindes, taças, sorrisos e a orquestra: valsa animada, meio samba, meio salsa, majestosa, um convite à ordem e à harmonia.
“Gente que festeja, não irrita…”, pensou com seus botões o Comendador…
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